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Doenças Genéticas

In Uncategorized on maio 19, 2010 at 5:51 pm

As doenças provenientes de mutações genéticas são originadas após a alteração do material genético do ser vivo. Ou seja, sabe-se que o DNA não é estável e suas bases nitrogenadas podem ser mudadas, e estas modificam a produção de proteínas. Estas exercem funções primordiais no organismo e então sua versão mutante poderá acarretar algumas doenças. Algumas então serão citadas logo abaixo:

  1. Albinismo:

É caracteriza pela falta de um pigmento chamado melanina nos animais, inclusive o ser humano, que dá a cor a pele e nos protege na radiação ultravioleta solar. A definição de albinismo seria dada pelo conjunto de características ocorridas por uma falha genética que impossibilita a de pigmentos corporais naturais.

Suas causas são aleatórias, assim como sua intensidade de sua expressão. Podem ser causados ao acaso ou por hereditariedade em genes produtores de melanina. Os indivíduos podem ser portadores do albinismo e ainda assim não ser albino, nesse caso os genes responsáveis por tal anomalia estariam desativados.

Existem três graus de albinismo: o albinismo completo, ocular e o em geral.

1.1. Albinismo completo:

•A pele e os pêlos são brancos, e os olhos são de rosados;

•Movimento rápido dos olhos (nistagmus);

• Fotofobia (evitam luminosidade porque causa desconforto);

• Diminuição da perspicácia visual;

• Cegueira Funcional

1.2.            Albinismo ocular:

•A cor da íris pode variar de azul a verde e, em alguns casos, castanho-claro;

•A fóvea é menos desenvolvida, por falta da melanina, que tem um importante papel no desenvolvimento nos olhos dos fetos.

1.3.            Albinismo Geral:

•Ausência de pigmentos na pele, nos olhos e na íris;

•Ausência de pigmentos irregulares na pele;

Umas das conseqüências para os afetados é possuir uma grande facilidade em desenvolvimento de câncer de pele e cegueira. A luz solar não tem o efeito bronzeador nesses indivíduos, eles sofrem queimaduras de graus variados, dependendo do tempo de exposição. Não tem muito que se fazer em relação à cura, pois não existe. A única coisa a ser feita é sair de casa protegido contra a radiação solar.

  1. Atrofia muscular bulbo-espinhal

Sua mutação esta localizada no gene receptor androgênico localizado no braço longo do cromossomo X. É uma doença em células nervosas especializadas que controla o movimento do músculo (neurônios motores), afetando mais os homens, é caracterizada pela fraqueza muscular progressiva e atrofia.

Geralmente começa na fase adulta e cada vez mais desgasta o músculo da perna e do braço, dificultando o andar e gerando tendências para a queda. Alguns músculos da face e da garganta são também afetados, causando problemas para engolir e falar. Apresentam ainda ginecomastia, desenvolvimento dos peitos, atrofia testicular, infertilidade, abolição de reflexo e outros sintomas.

A doença é causada pela mutação do segmento do DNA, conhecido como trinucleotídeos CAG. Normalmente, esse segmento é repetido 36 vezes, já em pessoas com a desordem no gene esse processo é repetido 38 vezes.

O trinucleotídeo CAG muda a estrutura da proteína produzida pelo gene receptor androgênico, rompendo a função normal dos neurônios motores no cérebro e na medula espinhal. Quando as células nervosas morrem levam a fraqueza muscular e todos os outros sintomas acima retratados.

  1. Síndrome de Martin e Bell

Conhecida também como a síndrome do X frágil é o tipo mais comum do atraso mental e o mais conhecido tipo de autismo. Sua causa esta ligada ao gene FMR1 no cromossomo X. O gene contem normalmente cerca de 6 e 53 repetições do segmento CGG. Em pessoas com a síndrome esse número passa a ser mais de 230 repetições.

As mulheres por carregarem dois cromossomos X tem mais chances de desenvolver a doença que o homem que apenas carrega um. Além do atraso mental, outras características proeminentes da síndrome incluem uma face alongada, orelhas grandes ou salientes, testículos de grandes dimensões e baixo tônus muscular.

  1. Doença de Huntington

É uma doença hereditária neurológica rara em media de 3 a 7 habitantes afetados a cada 100 000 pessoas. É degenerativa e afeta o sistema nervoso central provocando movimentos involuntários do braço, das pernas e do rosto. São movimentos rápidos, involuntários e bruscos.

Outros sintomas são: Perda progressiva de memória; depressão; fala indistinta, hesitante, explosiva e mais adiante sem compreensão; mastigação e deglutição difíceis; perda da visão periférica.

Sua causa é devido à repetição anormal da seqüência dos trinucleotídeos CAG que são responsáveis pela codificação da proteína glutamina. Em pessoas sadias sua repetição é sempre menor que 20. Já em pessoas portadores da doença esse número sobre para mais de 36.

Por serem doenças hereditárias não existe a cura, mas algumas doenças podem ter os sintomas diminuídos por meio de um tratamento adequado.

O Estudo das Mutações

In Uncategorized on maio 18, 2010 at 3:16 pm

Os estudos das mutações visam fazer uma analise das mutações reversas, que num contexto geral são fontes de uma compreensão importante de como as mutações causam danos ao DNA, desenvolver testes para determinar as propriedades mutagênicas de compostos químicos e a investigação de populações humanas tragicamente expostas a altos níveis de radiação.

Em se tratando de análise de mutações reversas, podemos dizer que ela é usada para determinar se uma mutação resulta de uma substituição de bases ou uma mudança de matriz de leitura, podendo também, nos dar informações sobre como os mutágenos alteram a estrutura do DNA.

A habilidade real dos mutágenos em produzir reversões é complexa e depende de condições ambientais e do organismo testado. No quadro é mostrado mutações reversas que são teoricamente possíveis entre vários agentes mutagênicos.

Outra forma de detectar as mutações é através do teste de Ames.

Bruce Ames, em 1974, desenvolveu esse simples teste, para avaliar o potencial das substâncias em causar câncer. O mesmo é baseado no princípio de que tanto o câncer quanto as mutações resultam de danos ao DNA, e os resultados dos experimentos mostraram que cerca de 90% dos carcinógenos conhecidos também são mutágenos. Então Ames propôs que a mutagênese em bactérias poderia servir como indicador de carcinogênese em humanos.

Exposição a radiação em humanos

A exposição à radiação causa mutações do DNA, sendo hereditária, uma mutação de linhagem germinativa. Além de causar cânceres e outras doenças degenerativas.

Reparo do DNA

A integridade do DNA está sob constante agressão por radiação, mutágenos químicos e mudanças que surgem espontaneamente e por causa da eficiência com que o DNA é reparado, a taxa de mutação permanece baixa. Estima-se que menos de uma em um milhão de lesões ao DNA torna-se uma mutação. Todas as outras são corrigidas.

Existem várias vias complexas de reparo do DNA:

• Reparo de mau pareamento;

• Reparo Direto;

• Reparo por excisão de bases;

• Reparo por excisão de nucleotídeos;

• Reparo das quebras bifilamentares.,

Kahynna Loureiro.

Tipos de Mutação

In Uncategorized on maio 17, 2010 at 7:15 pm

Ao se tratar de mutação gênica podemos analisar diferentes formas desta mutação. As alterações na seqüência de nucleotídeos do DNA podem ocorrer de formas: espontânea, induzida, por substituição, deleção ou inserção.

A mutação gênica que ocorre de forma espontânea, é a mais comum, pode ser causada por um erro que acontece na DNA polimerase, esta é a proteína responsável pela duplicação do DNA, sendo assim este erro ocorre durante a duplicação do material, quase sempre ele é reparado durante o processo por uma série de enzimas de reparo do DNA, porém alguns persistem o que acarreta mudanças que podem se expressar fenotipicamente, a falta ou o excesso de cromossomas durante a meiose ou mitose, um emparelhamento errado de bases, ou seja, vários fatores consideráveis espontâneos podem contribuir para que ocorra uma mutação.

É comum encontrar este tipo de mutação nas regiões com seqüências de DNA repetitivas ou simétricas, os chamados pontos quentes. Nestes locais, aumenta o risco de uma cadeia de DNA emparelhar consigo própria durante a replicação, pode acontecer também em genes de maior tamanho, que, assim, têm uma maior probabilidade de sofrer alterações na sua seqüência de bases, ou em genes do genoma mitocondrial que não tem mecanismos de reparação do DNA.

No caso da mutação induzida, para que esta aconteça é necessário que haja agentes mutagênicos, são substâncias químicas ou irradiações capazes de aumentar o risco de mutação. Quando se trata de agentes químicos, estes possuem a capacidade de alterar as bases nucleotídicas alterando assim o emparelhamento das bases ou a adição de certas substâncias químicas a estas bases podem deixar indisponível tal emparelhamento. A danificação do material por radiação é capaz de produzir radicais livres, que são altamente reativos, leva a alterações nas bases ou anormalidades cromossômicas, é o que acontece com os raios ultravioletas solares que são absorvidos pela timina fazendo com que ela se ligue covalentemente a bases adjacentes e acaba gerando problemas durante a replicação do DNA

Em uma mutação por substituição ou de ponto, o que acontece é a substituição de um nucleotídeo por outro, ou seja, numa seqüência de DNA, o código de um tripleto de bases pode ser alterado e levar outro tripleto a ser alterado também. Sendo assim, este tipo de mutação pode ser: mutação silenciosa, mutação com perda de sentido ou uma mutação sem sentido.

Numa mutação por substituição silenciosa o evento não chega a afetar a seqüência de aminoácidos do produto gênico fazendo com que não se origine um fenótipo mutante, sendo assim, esta só ocorrerá se a mutação for ao nucleotídeo da terceira posição de um códon e altera o códon, mas, devido à redundância do código genético não atinge o aminoácido.

Quando a mutação de ponto é com perda de sentido ou sentido trocado, quer dizer que alteração ocorrida conseguiu alterar o aminoácido, origina-se então um polipeptídio com uma única alteração de aminoácido e dependendo do papel exato do aminoácido mutado da estrutura e função da proteína, será revelado se causará um fenótipo mutante ou não.

Considera-se uma mutação de ponto sem sentido quando um códon especificador de um aminoácido é mudado para um códon finalizador, ou seja, é a substituição de uma base do DNA de tal modo que, no RNAm, um códon que especifica um aminoácido é alterado para um códon de STOP, ou o contrário. Origina uma proteína mais curta ou mais longa do que a proteína normal.

Mutação por deleção acontece quando uma única base do DNA ou milhares delas pode ser removida. A remoção de um número de bases que não seja múltiplo de três altera completamente a mensagem do gene. Na mutação por inserção o número de bases adicionadas ao DNA pode variar. A adição de um número que não seja múltiplo de três altera completamente a mensagem do gene. Quando é inserida uma seqüência igual à outra ocorre uma duplicação.

Existem também as mutações letais, estas acontecem quando para produzir um fenótipo mutante, a alteração na seqüência de nucleotídeos precisa originar um produto gênico mutado que seja incapaz de desempenhar sua função na célula, em muitos casos a célula se torna incapaz de tolerar a perda da função e morre.

Contudo nem todas as mutações que produzem uma alteração no fenótipo têm efeitos tão drásticos. Há aquelas que inativam proteínas que não são tão essenciais para a célula e outras resultam em proteínas com atividades reduzidas ou modificadas.

Felipe Hermann.

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